Verbo “to be” e seus significados em diferentes contextos

Por Prof. Estêvão Prudêncio

Sem dúvida o verbo “BE” é de longe o mais importante e usado verbo na língua inglesa. Você já se perguntou por quê? A resposta é simples, esse verbo faz referência a dois “universos” de significado, o ser e o estar. Pense na quantidade de informações que você pode usar com esses 2 verbos no português. Nesse âmbito gramatical, o inglês se mostra mais simplificado que nossa língua materna, porém isso gera uma falta de informação em determinadas situações, coisa que no português tais informações já estão embutidas. Observe o exemplo abaixo:

Xuxa is pretty.

Se esse verbo pode ser traduzido por “ser” ou “estar”, a frase acima pode ser entendida como: Xuxa é ou está bonita. Só é possível resolver esta ambiguidade com mais informações de contexto. Mas é claro que Xuxa é bonita. Brincadeiras a parte, há alguns aspectos gramaticais específicos sobre esse verbo que qualquer estudante de língua inglesa tem que saber.

Primeira coisa a lembrar é que o “to be”, pode ser auxiliar e verbo principal de uma frase. No exemplo dado, o verbo está fazendo o papel de principal, conjugado na terceira pessoa do singular no tempo presente simples. Para transformar a frase afirmativa em negativa, basta adicionar o “not” ao “is”, esse comportamento é característico de verbos exclusivamente auxiliares no inglês, como “do” e “did”. Nas interrogativas ele inverte o lugar com o sujeito, que é uma característica dos auxiliares, “I am” vira “am I”. No presente continuo, por exemplo, o “BE” tem função de auxiliar apenas, sendo necessário um outro verbo para preencher o papel de principal na oração, Xuxa is singing, aqui a tradução é sempre “está”.

Outra coisa pra levar em conta é a conjugação exclusiva e a forma como o “BE” se transforma nos tempos verbais. Ele é o único a ter 3 conjugações no presente simples (AM/IS/ARE), enquanto todos os outros possuem apenas 2. No passado simples ele se transforma em “WAS” e “WERE”, qualquer outro verbo nesse tempo assume apenas 1 conjugação, sem mencionar sua função em tempos verbais mais complexos como a voz passiva e os modos que levam a nomenclatura “perfect” no inglês, mas isso é assunto para outra postagem.

Por fim, temos as contrações desse verbo: ‘m = am; ‘s = is; ‘re = are; isn’t = is not; aren’t = are not; wasn’t = was not; weren’t = were not. Atenção para algumas traduções como seguinte exemplo:


Be quiet!

O verbo “be” está no infinitivo como
no slogan do exército britânico:

Be the Best!

As duas frases estão no imperativo, mas a primeira se traduz como:
“fique quieto!” e a segunda como “seja o melhor!” , assim esse verbo de muita utilidade não se restringe a apenas 2 traduções, apesar de na grande maioria das situações o “ser” e o “estar” são suficientes. Continue a desbravar o universo dessa língua-franca e até a próxima!

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